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DEUSES GREGOS… 

Livres de Preconceitos…

A GRÉCIA ANTIGA É CONHECIDA COMO UM PERÍODO HISTÓRICO EM QUE SER GAY ERA A COISA MAIS COMUM. ATÉ MESMO A MITOLOGIA PROVA ISSO

Todos sabem que a Grécia Antiga era uma espécie de paraíso para os gays: antes do mundo cristão, a prática homossexual era algo corriqueiro e muito, muito comum na sociedade grega (não que na nossa não seja).

A mitologia também embasava muito essa cultura, provando que as histórias gays são muito anteriores ao século XX. Amantes nas guerras de Troia, traições, romances no Monte Olímpo… atrás dos 20 deuses gays da velha Atenas e conta-se histórias muito interessantes para exemplificar como era a vida gay naquela época.

Aquíles

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Famoso por seu calcanhar, Aquiles não tinha apenas essa cartilagem como ponto fraco. Homero nunca explicitou nenhuma relação gay entre ele e seu amigo mais próximo, Pátroclos, muitos estudiosos interpretaram uma ligação romântica entre os dois. Aquiles chegou até a vingar a morte de Pátroclos, tirando a vida do príncipe Heitor, de Troia.

Zeus

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Deus de todos os Deuses, Zeus também teve um ladinho gay. Ele fez do jovem mortal Ganimedes seu copeiro, e dizem que a relação se baseava na pederastia – prática muito recorrente entre homens naquela época – mantendo relações eróticas com o funcionário. 

Narciso

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Um dos mais conhecidos da mitologia grega, Narciso tinha uma vaidade pra ninguém botar defeito. O primeiro homem, no entanto, ao qual ele teve algum tipo de sentimento, não foi ele mesmo, mas Ameinias. Segundo um mito da região da Boécia, eles tiveram um relacionamento e, eventualmente, Narciso teria se cansado de seu amante. Desesperado pela rejeição, Ameinias teria se matado por depressão.

Apolo

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Deus do sol, Apolo também era um libertino. Além dos vários amantes ninfos, também tinha um caso com o príncipe Jacinto, da Macedônia. Ele se envolvou com o cantor Thamiris no que foi o primeiro relacionamento homoafetivo da história, além também do Hímen, Deus do casamento.

Hermes 

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O mensageiro de asas dos Deuses foi apontado como amante de homens em vários mitos. Em uma variação do mito do Jacinto, foi o amante de Hermes, Crocus, que morreu e virou flor. Em outros mitos, há sugestões de que houve um romance entre Hermes e o herói Perseu.

Pan

Muitos textos mitológicos e obras de arte conectam Daphnis ao sátiro Pan, deus da música. Ele frequentemente era retratado na escultura perseguindo homens e mulheres ao redor com seu pênis e escroto de grandes dimensões. Meio homem. Metade bode. Bissexual.

Dionísio

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Conhecido como Deus do vinho, Dionísio também era Deus do intersexo e dos transgêneros. Era amante do belo Adonis e de Ampelo. Viajou ao lado do deus Hades e do guia Prosimno, com quem tinha um acordo de fazer sexo após a jornada. Prosimno morreu, mas o acordo continuou feito. Tanto é que transformaram seu corpo em um falo de madeira para que o trato fosse cumprido…

Heracles

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A lista de amantes de Heracles é imensa: Abderos, Hilas, Iolau… Com Iolau, o romance teve como cenário a cidade de Tebas, onde dizem que os amantes masculinos se encontravam para fazer juras e promessas, mesmo com seu amado no túmulo.

Poseidon

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Poseidon foi agraciado pelo rei de Pisa, que uma vez “dividiu doces presentes de Afrodite”, a deusa do amor, com o Deus dos mares, segundo o um texto de Pindar, poeta de Tebas. Será que teve?

Hermafrodita

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Fruto da relação de Hermes e Afrodite, Hermafrodita talvez seja a primeira referência literária de uma pessoa intersexual. A criatura de ambos os sexos era frequentemente representada na arte clássica como uma figura com seios e forma femininos, mas com genitália masculina.

 

A ORIGEM DA MÁSCARA

Incerta, a origem da palavra “máscara” é interessante: alguns acreditam que poderia ser proveniente do latim (mascus ou masca; “fantasma”) derivado do árabe (maskharah, palhaço; e do verbo sakhira, “ao ridículo”). Mas ela também poderia ser proveniente do hebreu (masecha), cuja tradução seria algo como “ele zombou, ridicularizou”

Desempenhando um fundamental papel histórico no entendimento sobre o que significa “ser humano”, as máscaras permitiram a experiência da imaginação. Segundo o escritor e poeta mexicano Octavio Paz: “Enquanto estamos vivos, não podemos escapar de máscaras e nomes. Somos inseparáveis de nossas ficções – nossas feições”.

 

Chhau Dancers at Murguma Lake-Durga - Pallab seth_low.jpgDançarinos de Chhau, dança marcial indiana (Foto: Pallab Seth)

Ornamentadas em diversos materiais (madeiras, metais, conchas, fibras, marfim, argila, chifre, pedra, penas, couro, peles, papel, tecido e palha de milho), as máscaras representaram, ao longo dos séculos, os seres sobrenaturais, as divindades e os antepassados. Uma das mais antigas práticas humanas, o uso das primeiras máscaras pelo homem primitivo teria ocorrido em 9.000 a.C.. Em fase de restauração no Museu Bible et Terre Sainte, em Paris, e no Museu de Israel, em Jerusalém, as máscaras antropomórficas (detentoras de características humanas) teriam sido utilizadas em diversas celebrações, cultos e rituais de povos primitivos. Elas buscariam a associação do usuário com algum tipo de autoridade incontestável, tal como “deuses” ou alguma outra forma de creditar a reivindicação da pessoa em um determinado papel social.

Ancient Egypt Late Period 664-535 BC A fantastic and large mummy-bead mask_.jpgMáscara do Antigo Egito, cerca de 664-535 a.C.

Na China, as máscaras eram usadas para afastar os maus espíritos. No Egito Antigo e na Grécia, elas eram inseridas sobre o rosto dos falecidos na crença da passagem para a vida eterna. Essas máscaras mortuárias estilizadas tinham a função de orientar e evitar a “fuga” espiritual do corpo, seu lugar de descanso eterno. Elas eram feitas de tecido coberto com gesso ou estuque (uma argamassa composta de gesso, água e cal, de secagem rápida) e pintadas logo em seguida. Para personagens mais importantes, foram utilizados metais preciosos como a prata e o ouro.

Egyptian Mummy Mask (Egypt early Roman period).jpgMáscara mortuária do faraó Tutancâmon, que data de 1350 a.C.

Foi também durante a Grécia antiga que surgiram as máscaras teatrais.

O exagero de expressão era característica principal dessas máscaras,  elas foram projetadas em um tamanho que permitisse ampliar a presença do ator e também sua voz, através de um dispositivo embutido em uma espécie de “megafone”.

Nessas ocasiões, todos dançavam, cantavam, se embriagavam e realizavam orgias, evocando a presença do deus através do emprego da máscara. A Grécia foi também o berço do Teatro, modalidade artística que recorria constantemente ao encantamento das máscaras, até mesmo como uma forma de evitar que os atores incorporassem os mortos.

Atualmente ainda se vê este hábito perpetuado no Japão.

 

800px-Three_pictures_of_the_same_noh_'hawk_mask'_showing_how_the_expression_changes_with_a_tilting_of_the_head.jpgMáscara japonesa do teatro “No”

O teatro japonês No (misto de canto, pantomima, música e poesia) possui cerca de 125 variedades de máscaras, que são classificadas em cinco tipos gerais: pessoas de idade (masculino e feminino), deuses, deusas, demônios e duendes. Confeccionadas em madeira, revestidas de gesso, envernizadas e douradas, as máscaras são pintadas respeitando significados de cada cor: simbolizando a violência e a brutalidade, o vilão é representado pelo preto; o branco caracteriza um governante corrupto; o vermelho significa um homem justo.

Mahakala mask from Nepal.jpgMáscara Mahakala (um dos nomes atribuídos a Shiva, o deus transformador hindu), Nepal

A Northwest Coast Bella Bella Heiltsuk.jpgMáscara cerimonial da tribo indígena canadense Heiltsuk, século 19

Joe David, Haida Noble Woman with Labret Portrait Mask -.jpgMáscara feminina da tribo Haida, do Alasca – Vancouver Art Gallery

José Mattoso analisa o papel dual da máscara: “Se repararmos para que serve, sobretudo nas sociedades ditas ‘primitivas’ e nas sociedades tradicionais, tem de se reconhecer, creio eu, que a máscara, longe de ocultar, revela; que ela retira a expressão pessoal do rosto, mas manifesta aquilo que na vida cotidiana não se pode ver; que ela serve, enfim, para descobrir um certo sentido do rosto que está para além das aparências: aquele sentido em que a face viva e individual faz esquecer e só aparece com a morte.” Um exemplo disso são as máscaras criadas por povos do Himalaia, que funcionavam, sobretudo, como mediadores de forças sobrenaturais.

Anthony Shelton, diretor do Museu de Antropologia da Universidade da Colúmbia Britânica,  ele acredita que as máscaras de animais podem ter sido utilizadas em cerimônias religiosas, iniciações e rituais de sepultamento, representando a intervenção de entidades ancestrais. Além disso, elas poderiam ser utilizadas como uma forma de divisão política do império Inca.

Yupik dance masks.jpgMáscaras de dança da tribo Yupk, século 19

Yupik finger mask. Alaska_ 19th century.jpgMáscara de dedo da tribo Yupk, cujo tamanho não ultrapassa 8 centímentros, século 19

Huichol Beaded Mask - Nayarit , Mexico, 2005__micanga em madeira.jpgMáscara de miçanga em madeira do povo Huichol, Mexico, 2005

Muitas das primeiras máscaras representavam alguns animais, incluindo o jaguar (onça), o puma e a raposa (alguns dos quais posteriormente assumiriam características cada vez mais antropomórficas entre as civilizações Chimú e Moche). O cronista Felipe Guaman Poma de Ayala, que viveu no Peru, desenhou alguns fazendeiros usando cabeças de raposas e peles sobre suas próprias cabeças. Eles incorporariam personagens animalizados durante cerimônias dedicadas a certas entidades espirituais.

Huichol Beaded Mask - Nayarit , Mexico, 2005, Fios pressionado em cera de abelha em máscara de madeira.jpgMáscara de cera de abelha em madeira do povo Huichol, Mexico, 2005

Com a queda do Império Romano, os cristãos primitivos praticamente proibiram o uso das máscaras, considerando-as instrumentos do paganismo. Na América, elas desembarcaram junto com os europeus que para lá se transferiram, tanto como brinquedos infantis, quanto para bailes e outras festas.

Os nativos brasileiros, em suas cerimônias, portavam máscaras simbolizando animais, pássaros e insetos; na Ásia, elas eram assumidas tanto em ritos espirituais quanto na realização de casamentos; em várias tribos primitivas, os índios mais velhos usavam máscaras em cerimônias de cura, para expulsar entidades negativas, com o objetivo de unir casais em matrimônio ou nos rituais de passagem, momentos marcados pela transição da infância para o mundo dos adultos.

Na América, elas desembarcaram junto com os europeus que para lá se transferiram, tanto como brinquedos infantis, quanto para bailes e outras festas.

Entre o final da Idade Média e ao longo do século 18, a confecção das máscaras mortuárias para a realeza da Europa foi reavivada, tornando-se tradição entre as pessoas famosas da sociedade europeia entre o século 17 e 20. Com cera ou gesso líquido de paris (feita de minério de cálcio e água, que tem a propriedade de não encolher e endurecer rapidamente), o negativo do rosto humano era produzido e agia como um molde para a imagem positiva.

Durante o Bal Masqué (tradicional baile de máscaras europeu), o uso de máscaras era obrigatório – e até satisfatório, devido a constantes conflitos políticos. Os cortesões mascarados faziam brincadeiras, confiantes no anonimato, extravasando todos os seus impulsos reprimidos e libertando-os das normas sociais.

commediadellarte.jpgPersonagens do teatro de rua Commedia dell’arte

620b-bauta-macrame-silver.jpgRéplica de máscara veneziana

 

Em Veneza, no século XVIII, as máscaras transformaram-se em itens de consumo cotidiano por todos os seus habitantes, velando apenas o nariz e os olhos. Logo foram proibidas, pois dificultava a ação da polícia na identificação de criminosos, muito comuns nesta cidade naquela época.

Curiosamente, em Veneza, as máscaras tornaram-se peças decorativas, transformando-se em principal atividade econômica para a região. Usadas pelos “bobos da corte”, artistas do riso, as máscaras transformaram-se em Arlequim, Pulcinella, Pierrot e Colombina, personagens da Commedia dell’arte.

Realizado nas ruas e praças públicas, esse teatro popular improvisado apresentava cenas que ironizavam a vida e os costumes da nobreza da época. Mais tarde, esses mesmos personagens inspirariam o Carnaval veneziano, que duraria até o final do século 18, com a queda da República de Veneza, período em que o uso e a tradição das máscaras começou gradualmente a diminuir, até desaparecer completamente.

 

Enquanto símbolo visual, a máscara retoma as fontes dos mitos dos antepassados, dos deuses e dos animais totemizados.

E continua presente em eventos sociais como bailes, desfile de carnaval, festas à fantasia e em diferentes profissões: médicos e dentistas usam máscaras cirúrgicas, protegendo a si e os pacientes. O soldador protege-se das fagulhas com uma máscara metálica; no esporte, o esgrimista, o jogador de futebol americano e o lutador de boxe não podem entrar em combate sem sua máscara.

Segundo Mattoso, , a máscara procura abrir o caminho à compreensão do que há de mais universal no homem, e do que inexoravelmente o liga ao mistério das trocas entre a morte e a vida. Só assim se compreende o fascínio pelas máscaras que inspiraram e inspiram tantos artistas do teatro e tantos escultores em todas as culturas e em todas as civilizações.”